As lendas urbanas sempre existiram e, em Mariana, como uma cidade antiga e histórica, não podia ser diferente. Apesar das constantes desmontagens, as lendas continuam sendo recicladas e voltam a se proliferar depois de algum tempo de esquecimento. Essas lendas, além de fazerem parte do dia-a-dia e da história da população, contribuem para o turismo, pois essas causam imensa curiosidade nos visitantes da cidade.
Realizada desde 1850 na sexta feira da paixão, a mais conhecida dessas lendas é da Procissão das almas. A lenda conta que existia uma senhora, muito maledicente, que vivia na janela de sua casa espiando a vida alheia. Com calos nos cotovelos de ficar debruçada na janela, ela ficava observando quem ia e vinha até que, em uma sexta feira santa, ela viu aproximar-se uma procissão. Como sempre foi muito religiosa, estranhou não ter conhecimento daquela. Todos estavam vestidos com roupas brancas com uma vela na mão, e o primeiro da fila carregava uma enorme cruz preta. Um pouco assustada com a estranha procissão ela continuou observando da janela, até que um dos participantes lhe entregou uma vela e a pediu que guardasse até o outro dia, quando ele voltaria para buscá-la. No outro dia, ao buscar a vela guardada para devolvê-la, a mulher se depara com um osso, passa mal e morre logo em seguida.
Com orações, cantos e trajes, a procissão das almas mistura folclore com religião e lendas, mantendo vivas as tradições e reforçando o interesse dos turistas na cidade mais antiga de Minas Gerais.
Isabella Paiva Madureira
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